quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Poema-cruzadas

A leitura deste poema pode ser feita de duas maneiras:

  • a primeira exige um pouco de participação e de alguma transpiração de você, leitor:

- imprima ou copie, em uma folha de papel, as palavras-cruzadas abaixo;
- resolva as questões de 1 a 15 (observe que as respostas estão organizadas segundo as necessidades das intersecções entre as palavras sim, eu sei: isso lhe causará mais transpiração);
- em seguida, organize as palavras (respostas) em três versos: no primeiro, em ordem crescente, transcreva as respostas de 1 a 6; no segundo verso, em ordem crescente, as respostas de 7 a 12; no terceiro verso, em ordem crescente, as respostas de 13 a 15;
- deixe todas as palavras em letra minúscula, inclusive as que iniciam os versos;
- empregue vírgula para separar os versos e um ponto para finalizar o poema;
- acrescente o título "poema-cruzadas" ao texto resultante do seu trabalho e... eis aí o poema, feito por nós.

  • a segunda maneira é menos trabalhosa: clique em comentários e o poema aparecerá ali, pronto, sem cooperação, sem transpiração.

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Palavras-cruzadas
Verticais:
1. advérbio de negação. 2. HAVER, na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. 4. preposição que expressa "referência". 5. primeira vogal. 8. EXISTIR, na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. 11. pronome possessivo de 3ª pessoa gramatical (masculino, singular). 13. rua curta e estreita, por vezes sem saída (plural). 15. lugar onde dois ou mais caminhos se cruzam (plural).

Horizontais:
3. linhas de demarcação, fronteiras. 6. a arte de fazer versos; conjunto de obras em verso, escritas numa determinada língua ou próprias de uma determinada época, de uma corrente literária. 7. conjunção adversativa. 9. (...) preciosas: valorizadas pela sua raridade e beleza, são matéria prima da confecção de jóias. 10. preposição que expressa lugar. 12. via; estrada ou qualquer faixa de terreno destinada ao trânsito. 14. conjunção aditiva.


- clique na imagem para visualizá-la melhor.


Resolução:

domingo, 28 de dezembro de 2008

Prece

a alma cai...
.......................cur-
......................va-

.........................se
...........................e. se.ele
va

sábado, 27 de dezembro de 2008

Info-Haikai 4

.
o vento cortante
do inverno regela a face
neutra do internauta.


Info-Haikai 3

.
cai a folha do outono
como o oceano virtual
que se desconecta.

Info-Haikai 2


.
flor de primavera
brota em cor, em luz, em som:
mídia inodora.

Info-Haikai


.
começa o verão
e, nas águas do info-mar,
brilham sóis intensos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natureza Morta 2

.
(frutas, doces, pratos e requinte sobre a mesa)




... a miséria e a fome sobre o mundo...

Natureza Morta

.
ÁRVORES VEIOS METAIS HOMENS
............ Árvores Veios Metais Homens
............... árvores veios metais homens
..................... rvors vis metais homens
.......................... os vis metais homens
................................ vis e tais homens
........................................ vis homens

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ludologia

proto-forme
pluri-umbras
xeno-fonos
.
meta-grafos
circum-logo...
.
ante-sema...
pene-cali...
.
filo-crono:
.
calimorfo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pranto

o mundo sangra nos jornais;
a realidade é crua e hemorrágica;

─ neste poema não cabem hipocrisias ─

a realidade é morte em poças no asfalto:

corpos se projetam no chão e morrem ali,
a violência secciona indivíduos,
balas perdidas encontram crianças.

versos são lágrimas.

domingo, 9 de novembro de 2008

Dependência

você e eu
você e eu
___ e eu?!
___ e ___

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo."


Carlos Drummond de Andrade
-


video

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Chuva Oblíqua

Toda realidade que vejo
está contaminada de mim.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Meu último poema

Assim eu quereria o último poema:
cálido como as cartas de Werther;
contundente como ‘little boy’ –
não destruidor de vidas, mas de indiferenças –;

e arrebatador como o hipopótamo, de Brás Cubas.
.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Balancete

ATIVO
Um pobre homem busca, no mundo:

· pão;
· poesia;
· humanidade.

PASSIVO
Mas o capital deixou-lhe apenas restos pelo caminho:

· de pão... encontra as migalhas no lixo;
· de poesia... vê fragmentos em nacos de esperança;
· de humanidade... sabe que existe algo... nos bichos.

sábado, 27 de setembro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Conto Moderno

Espelho, espelho meu, há no mundo alguém mais bela do que eu?

Não, minha rainha! Hoje a beleza é produzida em série.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Congestionamento







Realidade

Longe,
muito longe
daqui,
um sonho
se realiza sem
mim.

domingo, 24 de agosto de 2008

Contraste

Chove e o
ARRANHA-CÉU
se ex-põe
na Terra.





Chove e o
barraco
se in-põe

na terra.
.

sábado, 2 de agosto de 2008

Diferentes

Desejo escrever.
Se não escrevo, sinto-me vazio.
Mas quando escrevo, esvazio-me.

Aquele vazio é morte. Este é alma.

sábado, 26 de julho de 2008

Terezinha: de uma queda foi ao chão

O primeiro me chegou e disse com ardor:
─ Amo você.

Respondi:
─ Não quero amor.

O segundo me chegou e disse sem preconceito:
─ Respeito você.

Respondi:
─ Não quero respeito.

O terceiro me chegou e disse, degenerado:
─ Quero o seu corpo e o meu prazer.

Respondi:
─ Aceito, mas exijo pagamento adiantado.

Admirável Mundo Novo

contrato condiciono domino exploro hipnotizo esvazio você
e lhe dou a felicidade dos Shoppings

Outros versos íntimos

Nestes versos augustos
dos anjos, vis desejos:
entre pedras e afagos,
há escarros e beijos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Igreja dos Bens Capitais II

Pague seu dízimo.
É fácil! É rápido!
E aceitamos todos os cartões de crédito.
.
"Porque nós não estamos, como tantos outros,
mercadejando a palavra de Deus." - I Cor 2: 17

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Par (etimologicamente) perfeito

Damásio:
─ Você é incondicionalmente minha. Seu corpo e seus pensamentos são meus, seus sentimentos me pertencem. E, sobretudo, não questione os meus atos.

Concórdia:
─ Concordo.

domingo, 20 de julho de 2008

Poema Infantil


.................................por Jéssica e Curtt

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Uso-A

Segundo o provérbio,
“em boca fechada não entra mosquito” .
Tome cuidado ao ler este poema.
... água clara...
... areia e mar...
... calma rara...
... Ah! e amar...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Versos entrecortados

Pedaços de som
palavra em escom-
bros. Verso com ar-
te: parte por par-
........................[te.

Limite descon-
certante entre cons-
trução e desar-
me: parte por ar-
........................[te.

Poema Simbólico

"E sons soturnos, suspiradas mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.
.
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."
Cruz e Sousa

Olores sonoros,
Mas tácteis e amargos,
Luzes do Letargo,
Mistérios e coros.

A Flor vaporosa
─ em violões, gemidos,
em dores, sentidos ─
à arte cruza e ousa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Hora do almoço

"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar do tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim"

Zé Rodrix e Tavito
.
... tenho compromissos e os nervos estão à flor da pele o porque é o tempo escassez de tempo mas sei que preciso continuar o mercado de trabalho é cruel assim corro ou melhor vôo em busca dos meus anseios e desejos de conquista há pouco encontrei um amigo que há muito não via e a distância da nossa amizade já havia-se sedimentado disfarço além disso não posso agora este ônibus está insuportável e neste inferno coletivo minha segurança é garantida pelo meu braço estendido e pelo equilíbrio dos meus pés nesta base incerta alguém me olha distante e eu retribuo com a mesma ausência de sentimentos que é marca mais significativa das relações urbanas não há tempo para pausas pausa é discriminação pois o direito ao ócio é um bem inacessível nesse capitalismo escravista chego ao banco e a fila é a perda de algo que não tenho o relógio diz que não há tempo para o almoço divido diálogos indiferentes com pessoas é minha vez “até logo” e o indivíduo automático do caixa “não não é neste banco”...


sábado, 12 de julho de 2008

Anticlímax

Entendo o seu estranhamento:
Isto não começou como deveria
Esperava uma estrutura linear
Com começo, meio e fim,
Exatamente nessa ordem.

Bem, desculpe o desconforto,
É que todo poema é uma criação
E a criação é uma criança:

algumas crianças nascem mortas.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Exploração espacial

.
E........... S........... P........... A........... Ç........... O
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
DISTANTE............

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Saudades

.
Eu
sem-
ti:
.
dor
em
mim

terça-feira, 8 de julho de 2008

Não vou embora pra Pasárgada

Não! Não vou embora pra Pasárgada.

Sim, aqui eu também não sou feliz:
não posso andar de bicicleta,
porque o trânsito é um caos;
os governantes desgovernam
como déspotas esclarecidos;
as histórias que me contam
sangram nos jornais;
não posso nadar no mar
porque o mar é lama administrativa
e excrementos urbanos.

Aqui, a existência é uma desventura.
Os alcalóides são ilícitos, mas permitidos.
E sustentam o Estado paralelo.

E quando estou cansado
— cansado de não ter jeito —,
a sirene me acena
para mais uma jornada de trabalho.

Não! Não vou embora pra Pasárgada.
Não tenho o dinheiro da passagem.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Alegoria

.
Sombras de luz
Grilhões de som
Muros de imagem

Um homem desliga a televisão.
E sai da caverna.

sábado, 5 de julho de 2008

Malthus

.
.............................pão aritmético
.....................................para
POPULAÇÃO GEOMÉTRICA
.

Igreja dos Bens Capitais

.
...................Deu$

"Porque nós não estamos, como tantos outros,
mercadejando a palavra de Deus." - I Cor 2: 17

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Poeminha Romântico

A todos os Jovens Werthers


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É ela! é ela! é ela!
Por que vejo-a distante?
Será ─ Deus! ─ Cinderela?
Sou só grilo falante.

É ela minha estrela
Não posso ser-lhe amante
Lamento por não tê-la
A Morte desejo antes.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Soneto Impossível

.
Quando as palavras se apegam ao vazio

terça-feira, 10 de junho de 2008

sábado, 31 de maio de 2008

Divórcio

.
CASO meu
ASCO seu
CAOS em nós
.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

3ª geração romântica

"A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor!"
Castro Alves

céleres... as águias voam
não como expressão de liberdade,
mas por perseverança.
pássaros não são livres:
apenas sobrevivem.

A praça é dos resíduos
Assim como o céu é dos poluentes.

domingo, 25 de maio de 2008

in media res

.
Eu Sou outro ali: Sou alguém distante.
Sou aquele que de longe vejo.
e lhe Critico a ausência de identidade.
ele é a alienação do indivíduo.
é a massificação do indivíduo.
mas ele é bem-sucedido:
alcançou o sucesso profissional.
sua imagem é requisitada e, por isso, valiosa.
Eu Sou a essência: quase não Tenho valor comercial.

Não! Não é bem assim...

honestamente? sou menor e sou ambíguo:
exploro a ele-a mim mesmo e me-o deixo ser explorado.
sou cáften e uso-me-o como máscara social, como coisa.
exploro-lhe-me a mais-valia e faço isso conscientemente.
e conscientemente alieno-se-me.
ele-eu é a alienação do indivíduo
e eu-ele, a essência – que o-me explora.
não, eu-isso não valho muito. sou isso – eu-coisa –
e tenho prazo de validade.







sábado, 24 de maio de 2008

Improdução

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A página em branco é relutante, obstinada, e as palavras, arredias.
Mas este texto não é a expressão do nada:
é a consciência da improdução poética.

Abusos

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Avôhai: avô e pai. Não, não é Zé: é Josef.
... olhos que amargam pessoas...

― pai dos próprios netos ―

Procure em outro lugar: aqui não há poesia.
-



quinta-feira, 22 de maio de 2008

Um minuto para refletir...

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Comece logo!... já foram 03 segundos!

Sofisma

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(eu) + (eu) = nós

Paradoxo da Solidão ou 'Homem: um ser social?'

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(eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu) (eu)

.

Solidão

.
(eu)
.